Dia Internacional da Mulher: Unesc destaca trajetórias de força, conhecimento e reinvenção
O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8/03), inspira reflexões sobre trajetórias, conquistas e o direito de cada mulher ser quem é e quem deseja se tornar. Na Unesc, a data também convida a olhar para as inúmeras histórias de mulheres que fazem parte da Universidade e que, diariamente, transformam realidades por meio da educação, da pesquisa, do trabalho e do cuidado com o outro.
Entre salas de aula, laboratórios, projetos de extensão e setores administrativos, são mulheres que ensinam, aprendem, lideram, pesquisam, acolhem e sonham. Estudantes, professoras, pesquisadoras, colaboradoras, mães e líderes que carregam experiências diversas e encontram na Universidade um espaço para desenvolver talentos, ampliar vozes e construir novos caminhos.
Educação que abre caminhos
Nesse cenário, a Universidade se apresenta como um ambiente de oportunidades, no qual o conhecimento se torna ferramenta para o desenvolvimento pessoal e coletivo. Para a reitora em exercício Gisele Silveira Coelho Lopes, garantir acesso à educação e oferecer condições para o crescimento das mulheres é um dos caminhos mais consistentes para promover mudanças duradouras.
“A educação é o caminho mais consistente de transformação social. Quando garantimos acesso, estrutura e incentivo, criamos oportunidades reais de crescimento. Na Unesc, trabalhamos para que cada mulher encontre aqui um ambiente seguro para se desenvolver, liderar e construir sua própria trajetória”, enfatiza Gisele.
Para a reitora licenciada e secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, quando as mulheres encontram oportunidades e confiança, os impactos ultrapassam as trajetórias individuais e alcançam toda a sociedade. “Acreditamos que a transformação começa quando há oportunidade e confiança. A Unesc tem esse compromisso: fortalecer mulheres por meio da educação, da pesquisa e da gestão responsável. Porque quando uma mulher encontra espaço para ser e evoluir, toda a sociedade avança junto”, destaca Luciane.
Desafios que ainda persistem
Para a professora e pesquisadora Giovana Ilka Jacinto Salvaro, o Dia Internacional da Mulher também é um momento de refletir sobre os avanços conquistados e, principalmente, sobre os desafios que ainda persistem na busca pela igualdade de gênero e pela garantia de direitos.
“Apesar de importantes conquistas no campo das lutas pela igualdade de gênero, como mulheres, vivenciamos desafios que precisam ser enfrentados coletivamente. Registro às diferentes formas de violência de gênero que marcam as vidas de mulheres nos âmbitos público e privado. É urgente garantir a efetivação de políticas públicas de prevenção, de assistência e de atendimento especializado a mulheres vítimas de violência em todo o nosso território”, menciona ela.
Força, sensibilidade e ciência
A docente Flávia Rigo também compartilha sua reflexão. “Para mim, ser mulher é carregar força e sensibilidade no mesmo corpo, mesmo em um mundo que muitas vezes ainda não reconhece toda a nossa potência. É transformar o cuidado em atitude e a ciência em um caminho para compreender e aliviar a dor do outro. É também honrar a ancestralidade das mulheres que vieram antes de nós, muitas delas guardiãs de saberes sobre a vida, o cuidado e as plantas. Ser mulher é reconhecer na outra uma companheira de caminhada, cultivando gentileza e sororidade para que possamos crescer juntas. No fim, ser mulher é seguir abrindo caminhos com coragem, unindo conhecimento e sensibilidade para tornar o mundo um pouco mais humano para todas nós”, sublinhou Flávia.
Reinventar-se todos os dias
Histórias de superação e reinvenção também fazem parte do cotidiano da Instituição. Para a colaboradora Janieide do Nascimento, ser mulher é viver um processo constante de construção e descoberta. “Ser mulher é atravessar barreiras, construir todo dia um tijolinho, se reinventar, se redescobrir, descobrir que você é capaz de coisas que nem você imagina. É ser mãe, ser amiga, ser filha. Estar em todos os lugares, estar presente e ser firme”, observou.
Com sensibilidade, a estudante Lineane Fernandes de Almeida, que está na sétima fase do curso de Nutrição, lembra que ser mulher é se refazer todos os dias, reconhecer as próprias marcas e, mesmo assim, seguir em frente com força e esperança. “Sou uma mulher de 40 anos, mãe de uma adolescente e de uma criança de seis anos. Em determinado momento da minha vida, decidi sair completamente da minha zona de conforto. Voltei a estudar, me sentei novamente em uma carteira de escola para fazer uma graduação e, ao mesmo tempo, sigo trabalhando 40 horas por semana. Entre tantas responsabilidades, aprendi a me refazer, a me reconstruir e, principalmente, a não desistir”, comenta.
“Ser mulher é, ainda, viver a maternidade em todas as suas formas. Sou uma mãe atípica, e há seis anos precisei me reinventar mais uma vez quando essa realidade chegou à minha vida. Foi um processo de aprendizado, de amadurecimento e de muito amor. Hoje posso dizer que sou feliz, muito feliz e realizada. É recomeçar, se reinventar e seguir em frente com amor”, destaca ainda.
Texto e foto: Daniela Savi/Agecom/Unesc


