Exames oftalmológicos regulares ajudam a prevenir doenças silenciosas dos olhos
Criciúma (SC) – A rotina acelerada, o uso excessivo de telas e a falta de acompanhamento médico tem levado muitas pessoas a negligenciar a saúde dos olhos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum grau de deficiência visual, sendo que pelo menos metade dos casos poderia ter sido evitada ou tratada com diagnóstico precoce.
De acordo com o oftalmologista especialista em catarata, Dr. Valter Neto Pereira (CRM-26.075/RQE-25279), o principal erro ainda, é procurar o médico apenas quando a visão já está ruim por algum motivo “Muitas doenças dos olhos evoluem de forma silenciosa. O paciente acredita que está tudo bem porque ainda enxerga de forma razoável, mas algumas alterações só são detectadas em exames específicos”, explica o especialista.
Entre as principais doenças que podem causar perda visual progressiva e irreversível quando não diagnosticadas a tempo estão o glaucoma, a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética. Já a catarata, embora extremamente comum, é considerada a principal causa de cegueira reversível no mundo, desde que acompanhada e tratada adequadamente.
A doença da catarata
A catarata é caracterizada pela opacificação do cristalino e tende a surgir com mais frequência a partir dos 60 anos, provocando visão embaçada, dificuldade para dirigir à noite e perda de nitidez. “A cirurgia de catarata é um procedimento seguro, eficaz e capaz de devolver qualidade visual e independência ao paciente. Quanto mais cedo o acompanhamento, melhores são os resultados”, destaca Pereira.
O diagnóstico e o acompanhamento da catarata e de outras doenças dos olhos são realizados por meio de exames oftalmológicos de rotina, como o exame de acuidade visual, a biomicroscopia (exame com lâmpada de fenda) fundamental para avaliar o cristalino, o exame de fundo de olho, que permite analisar retina e nervo óptico, e a tonometria, responsável por medir a pressão intraocular. Esses exames são essenciais para identificar alterações precoces e orientar o tratamento adequado.
Além das doenças relacionadas ao envelhecimento, problemas refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo também impactam diretamente na qualidade de vida e no desempenho no trabalho e nos estudos. Dores de cabeça frequentes, cansaço visual e dificuldade de concentração podem ser sinais de que a visão precisa ser corrigida.
Pacientes com doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, devem ter atenção redobrada. A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira no mundo e pode evoluir sem sintomas até estágios avançados. “O acompanhamento oftalmológico periódico é essencial para identificar alterações na retina antes que a visão seja comprometida”, reforça Pereira.
A recomendação dos especialistas é que adultos realizem consultas oftalmológicas regulares, pelo menos uma vez ao ano ou conforme orientação médica, especialmente a partir dos 40 anos. Crianças também devem passar por avaliações visuais precoces, já que dificuldades na visão podem interferir diretamente no aprendizado. “ Eu reforço que a visão está diretamente ligada à autonomia, à segurança e ao bem-estar. Prevenir hoje é garantir qualidade de vida no futuro”, finaliza o oftalmologista.


