Doenças respiratórias aumentam no outono e exigem atenção redobrada no Sul do Brasil
Com a chegada do outono, a combinação entre variações bruscas de temperatura, maior permanência em ambientes fechados e circulação de vírus respiratórios aumenta o risco de viroses. A estação, marcada por dias com grande amplitude térmica, favorece tanto crises alérgicas quanto infecções respiratórias, que muitas vezes começam com sintomas semelhantes. Nesse cenário, atenção aos sinais do corpo e às medidas de prevenção são fundamentais para atravessar o período com mais saúde.
Boletins do sistema InfoGripe, da Fiocruz, com dados do Ministério da Saúde, indicam que os estados da região Sul apresentam sazonalidade marcada por casos de vírus respiratórios, com aumento nos de síndrome respiratória aguda grave, especialmente entre o outono e o início do inverno. A característica climática da região, com declínio gradual das temperaturas, maior frequência de frentes frias, ventos e geadas, contribui para a disseminação dessas doenças. “No outono há uma impressionante variabilidade térmica. Isso piora o controle das doenças alérgicas e faz com que o paciente manipule mais nariz, olhos e boca”, explica a pneumologista da Hapvida, Cristiane Falate.
A permanência em locais fechados durante períodos mais frios também favorece a transmissão de vírus respiratórios. “Ambientes com pouca circulação de ar aumentam a contaminação cruzada. O uso de máscara bem ajustada, cobrindo nariz e boca, por pessoas com sintomas respiratórios, como tosse, espirros, coriza ou dor de garganta, ajuda a reduzir essa transmissão”, afirma a pneumologista.
Outro desafio é que diversas doenças respiratórias apresentam sintomas iniciais semelhantes. Coriza, espirros e tosse podem ocorrer tanto em casos de rinite alérgica quanto em viroses, dificultando a identificação precoce sem avaliação médica. “Nem sempre quadros infecciosos vêm acompanhados de febre, dor no corpo ou calafrios. A consulta e o exame médico são importantes para diferenciar”, destaca Cristiane.
Entre os sinais de alerta que indicam a necessidade de atendimento médico estão secreção amarelada persistente, falta de ar, esforço para respirar, chiado no peito, alteração de consciência ou rigidez no pescoço. Como forma de prevenção, a especialista recomenda medidas como higiene frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas respiratórios, ventilação adequada dos ambientes e manutenção do calendário vacinal em dia.
Telemedicina
A telemedicina é uma ferramenta valiosa no atendimento a pacientes, oferecendo a conveniência de consultas médicas a distância, realizadas por vídeo. A modalidade é ideal para o acompanhamento de sintomas leves, quando não há risco imediato à saúde.
A possibilidade de realizar a consulta de onde estiver, seja pelo computador, tablet ou celular, permite que o paciente receba orientações médicas sem precisar sair de casa, o que é particularmente útil em casos de doenças contagiosas, minimizando a exposição a outros patógenos.
No entanto, é importante ressaltar que, em casos mais graves ou com sintomas que indiquem complicações, a consulta presencial deve ser priorizada para garantir a segurança e o tratamento adequado.


